A obra foi criada a partir de um mergulho na construção do monumento modernista em concreto armado, onde o artista apresentou uma leitura contemporânea de sua simbologia na exposição ‘Cristo Redentor ? Divina Geometria’ por Oskar Metsavaht.
“Espiritualidade, arte e arquitetura se cruzaram em uma divina sintonia, criando um dos mais belos e significativos símbolos da cultura universal. Eu me permiti a abstração pura e simples e expressei imageticamente o que senti e imaginei”, diz Oskar que, além de pinturas, apresentou fotografias e videoinstalações nesta exposição.
[sobre a obra ‘Laudato si’]
Oskar Metsavaht
'Laudato si'- 2016
Técnica mista sobre madeira
170 x 170 cm
“Minha obra ‘Laudato si’ foi inspirada no texto da encíclica do Papa Francisco em sua missão de promover a importância da natureza ao espírito humano e à atenção da sociedade quanto à urgência de ações em prol de um desenvolvimento sustentável humano com o planeta”, diz Oskar.
“Oskar Metsavaht é um pluriartista brasileiro, hipersensível à estética do Cristo Redentor. Com um olhar que perpassa o original, reporta-nos ao Redentor Universal. Ninguém melhor do que ele para ter sua obra exposta no monumento símbolo do nosso país”, destaca o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar.
[infos: exposição ‘Cristo Redentor ? Divina Geometria’]
A exposição individual ‘Cristo Redentor ? Divina Geometria’ fez parte da agenda oficial de eventos paralelos aos Jogos Olímpicos e marcou a reinauguração do Museu Histórico da Cidade, no Rio de Janeiro. O monumento ao Cristo Redentor e sua história ganharam uma leitura contemporânea por meio de fotos, pinturas e videoinstalações. Após a exposição, a obra ‘Apocalypsis’ (técnica mista sobre madeira, 2016) foi incorporada ao acervo permanente do Museu Histórico da Cidade, e ‘Ascensão' (videoarte, 2016), ao acervo do Museu de Arte do Rio (MAR).
Em 2019, participou da coletiva ‘O Sagrado na Arte Moderna Brasileira’ no Museu de Arte Sacra de São Paulo com as obras ‘Apocalypsis’ e ‘Contemplatio’. A exposição exibiu peças dos modernistas Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Victor Brecheret, Ismael Nery, Cândido Portinari, entre outros, além de artistas populares, como José Antonio da Silva, Agostinho Batista de Freitas, Antonio Poteiro, e artistas contemporâneos, como Alex Flemming e Nelson Leirner.
De junho a setembro de 2019, Oskar Metsavaht apresentou a exposição individual ‘Cristo Redentor ? Divina Geometria’, no Museu de Arte Sacra de São Paulo. Com curadoria de Marc Pottier, a exposição reuniu pinturas, fotografias e videoinstalações e resultou de um mergulho na construção da estátua modernista em concreto, apresentando uma leitura contemporânea de sua simbologia. Mostrou, assim, a experiência da contemplação do sol como um arquétipo da espiritualidade e da racionalidade humana por meio da adoração do divino.
Em 2020, Oskar Metsavaht apresenta no MAC - Museu de Arte Contemporânea de Niterói - a exposição ‘90 | 25 - Ícones e Arquétipos’, que celebra os 90 anos do Cristo Redentor e os 25 anos de inauguração do Museu de Arte Contemporânea projetado por Oscar Niemeyer. Metsavaht elaborou uma instalação através do conjunto de obras - fotografias, pinturas e vídeos - que estabelece uma correlação entre os dois monumentos construídos em concreto armado, símbolos das cidades do Rio de Janeiro e de Niterói. Ao traçar paralelos entre o Cristo Redentor e o MAC, o artista propôs uma reflexão sobre a importância de cada uma das construções para o modernismo brasileiro. A mostra individual integrou a programação oficial da ArtRio daquele ano.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, a obra ‘Laudato si’ integrará o acervo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, estará presente na Capela do Santuário Cristo Redentor para apreciação do público.
[sobre Oskar Metsavaht]
Artista. Vive e trabalha entre Rio de Janeiro e Nova York. Formação acadêmica em Medicina. Desde 2011 participa de diversas exposições coletivas e realizou várias individuais, no Brasil e no exterior ? França, Estados Unidos, Argentina e México. Diretor criativo do studio OM.art, onde reúne seu ateliê de artes plásticas, o espaço expositivo e o estúdio para desenvolvimento e produção de projetos de arte. Fundador e diretor de criação e estilo da Osklen, onde design, arte e sustentabilidade compõem os pilares da marca, precursora da moda consciente que prima pela fusão entre ética e estética, comprometida com práticas sustentáveis. Ativista ambiental. Amazon Guardian. Fundador e presidente do Instituto-E, organização não governamental que atua como um hub aplicando conceitos e práticas do ‘Sustainable Design Thinking’ para promover um desenvolvimento humano mais sustentável por meio de projetos socioambientais. O trabalho de Oskar como artista, designer e ativista também expressa o tema da preservação da floresta, da água e do empoderamento e proteção dos povos da floresta. Membro dos Conselhos Consultivos do Instituto Inhotim e do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM). Embaixador da Boa Vontade da Unesco para cultura de paz e sustentabilidade.
[sobre Santuário Cristo Redentor]
O Santuário Cristo Redentor é o primeiro santuário a céu aberto do mundo! Símbolo nacional dos sentimentos cristãos do país, é um espaço originalmente sagrado, que contou com grande participação dos fiéis e empenho da população do Rio de Janeiro para a sua construção. A ele afluem pessoas de todos os povos e culturas. A elas, o Cristo Redentor acolhe, de braços abertos, para que sua presença real, em corpo e sangue, alma e divindade, viva na Capela Nossa Senhora Aparecida, toque seus corações. É lugar de celebrações cultuais e culturais, de caridade, de cultura, de diálogo ecumênico e inter-religioso, de peregrinação e de ecologia.
Atribui-se à ideia original da construção de uma imagem de Jesus Cristo sobre o Monte Corcovado ao sacerdote lazarista francês Pierre-Marie Bos. Este missionário chegou ao Brasil em 1859, sendo designado capelão da igreja do Colégio da Imaculada Conceição, no Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo, local com vista privilegiada para o Corcovado.
Em 1888, a Princesa Isabel, que frequentava a Igreja da Imaculada Conceição, assinou a Lei da Abolição da Escravatura, e quiseram homenageá-la com uma estátua no alto do Monte Corcovado. A princesa gentilmente declinou, ordenando a construção de uma imagem ao Sagrado Coração de Jesus, que para ela era o ‘verdadeiro Redentor dos homens’. Contudo, a Proclamação da República, em 1889, cancelou temporariamente os planos da construção.
Em 1921, nos preparativos para o Centenário da Independência, um grupo de leigos chamado ‘Círculo Católico’ lançou novamente a ideia da construção, que foi prontamente acolhida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, sob a liderança de Dom Sebastião Leme. O projeto vencedor foi do engenheiro carioca Heitor da Silva Costa, que contou com a colaboração do pintor Carlos Oswald, do escultor francês Paul Landowski e os cálculos estruturais do engenheiro francês Albert Caquot.
O monumento foi erguido com doações do povo brasileiro, entre 1926 e 1931, sendo inaugurado com a benção do Cardeal Leme, na presença do chefe de governo Getúlio Vargas, no dia 12 de outubro de 1931.
Em 2006, no 75° aniversário da inauguração do monumento, o platô do Monte Corcovado foi reconhecido como um lugar sagrado, recebendo, por decreto de Dom Eusébio Scheidt, o título de Santuário Arquidiocesano do Cristo Redentor do Corcovado.


